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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Post sem inspiração #1

Pois é, hoje escrevo por pura vontade de escrever e porque faz um tempinho que não apareço. Ando totalmente sem idéias pra postar algo aqui, quase fiz uma outra resenha de álbum (faz bastante tempo), mas me faltou vontade também. É, as coisas estão assim.
Eu estou demorando pra escrever este post porque estou me divertindo horrores com as estatísticas do blogger. Sabe que até tem coisas que prestam por aqui?
Mas sei lá, apesar de divertidas eu acho as informações meio duvidosas. Tem muitas visualizações, bem mais do que eu esperava. Diz que tem gente de outros países que já visitaram meu blog. Será? Será que eles erraram? Será que eu interpretei algo errado? Oh meu Deus!
O pior é descobrir como as pessoas acham teu blog. Algumas das palavras-chave: "calcanhar d maracuja" ou "quando vai ser o show do restart dezembro em sao luis". Porra, esse último doeu no fundo. Olha, pro teu próprio bem espero que nunca aconteça esse show! Otário!


Ah tri.
Eu pensei em algo pra escrever ontem, mas eu já não me lembro. Era algo meio filosófico, bem bonito. Mas agora já não sei mais, por isso vou falar sobre querer se isolar do mundo. As vezes sinto vontade de pegar uma mochila e sair por ai, caminhando sem destino até encontrar um lugar decente pra passar um tempo sozinho. Desde o ano passado tenho essa vontade, mas nunca concretizei meus planos. Um dia quem sabe.
Começaram as inscrições pra UFRGS! Eu ainda não fiz a minha e a provavelmente vou esperar até o último dia, porque eu sou um cara bem responsável, sabe como é. Mas vamos lá, é nóis na UFRGS ano que vem pra poder provar os manjares do RU por apenas R$ 1,30.
Eu já não fiz um post com esse nome?
Alias, já disse que adoro paulistas?
Falando em UFRGS, porque os caras que fazem trote acham que jogar ketchup, mostarda, maionese, água de peixe e tudo o mais é algo legal? Isso é muito nojento.
Mas na verdade deve ser divertido mesmo. Enfim.


Mother Love Bone, ouçam essa banda! Principalmente quem gosta de Pearl Jam como eu.
Tá, cansei de ficar enrolando. Espero que tenham gostado desse post, porque eu não curti muito.
Sigam o blog! Pelamordedeus! Comentem! Sejam felizes!
Abraços!

Ouvindo Mother Love Bone-Come Bite the Apple

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Dia internacional do rock e outras coisas mais

Feliz dia internacional do rock para todos!
Espero que eu não esteja muito atrasado. Na verdade quase deixei a data escapar, felizmente me lembrei a tempo e cá estou eu. Em comemoração a esse dia tão importante finalmente resolveram fazer algo de útil no cursinho: uma palestra sobre Guerra Fria e Rock and Roll. Bem interessante, talvez ensine uma coisa ou outra para aqueles garotinhos juvenis, criados a leite com pêra, que só querem saber de ouvir Fresno, Nxzero, Restart e Cine.


Coincidentemente (ou não), segunda teve o primeiro ensaio da Wild Chivas, banda de rock and roll que eu e uns amigos estamos planejando a quase um ano. Sempre acontecia algo que atrasava o ensaio, porém eu sinto que dessa vez será diferente. Assim espero.
Domingo também teve ensaio da Burn It Up!, finalmente, afinal fazia um bom tempo desde que ensaiamos pela última vez. E o ensaio foi produtivo, até conseguimos quase tocar duas músicas próprias inteiras!
Continuando no assunto música, amanhã (ou hoje, se tu for ver o horário), dia 14 de julho, irá acontecer o primeiro dia de Sarau Literário do Piratini, um dos dois grandes eventos daquele colégio. O outro é a Feira das Nações. E como o meu blog é conhecido internacionalmente e é visitado todos os dias por milhares de pessoas, eu decidi fazer uma pequena propaganda, para ajudar o meu querido ex-colégio. O tema deste ano são as várias regiões do país, sendo representadas através de danças, exposições, músicas, etc. Se interessou? Quer ir? Não sabe o endereço? Bom, vai procurar!


É isso.
Ah sim, reencontros, mesmo quando não são bem reencontros são bem esquisitos. A gente fica esperando encontrar certas pessoas e ver como cada um reagiria numa dada situação. Dai tu descobre que tua reação não é bem o que tu esperava. Sei lá.
Até mais ver.
Ouvindo Cyndi Lauper-Girls Just Wanna Have Fun

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Michel de Montaigne, o brigão

Sai da aula e fui em direção a parada de ônibus. No meio do caminho comprei um café, enquanto pensava o que diabos eu ia fazer pra tocar aquela maldita invenção de Bach, que mais parecia obra do demônio do que de um músico. Enquanto ia para a parada vi meu ônibus passando. Terceira vez no dia. Ótimo, teria que esperar mais um monte de tempo. Porque mesmo eu não comprei uma carteira de cigarro? Ah sim, eu estava tentando parar. Estava. Acabei conseguindo um com uma alma caridosa que estava por ali. Dizem que cigarro não se nega...
Por sorte não demorou demais. Minha barriga já começava uma revolução, pedindo comida desesperadamente. Entrei, passei pela roleta e sentei no banco da janela. Fechei os olhos por um momento. A rápida sequência de notas, uma atrás da outra, ainda se repetia na minha cabeça, enquanto meus dedos começavam a doer só de pensar naquilo. Quando minhas pálpebras se abriram novamente, vi que algumas pessoas estavam entrando no ônibus. Primeiramente passou pela roleta uma menina muito bonita. Logo atrás veio um cara de cabelinho espetado e cara de babaca. Óbvio que ele era namorado da bonitinha, que dúvida. O casal ainda sentou bem na poltrona da minha frente. Voltei a olhar para a janela, ignorando o resto do mundo.
Mais uma leva de passageiros em uma parada mais a frente. Dessa vez duas amigas e um careca de óculos com um livro de capa grossa na mão. Interessado em saber o que ele estava lendo, fiquei tentando olhar, mas ele fazia muitos movimentos com o braço. Sentou na poltrona do lado oposto de onde estava o casal. Consegui então ver o título em dourado na capa verde do livro. Era, pelo visto, um livro sobre Montaigne. Já tinha ouvido falar desse nome, mas não sabia exatamente quem era. De um jeito ou de outro o careca lia com um disfarçado interesse, como se procurasse algo além do livro. Voltei meu olhar para as amigas que agora estavam sentadas na frente do casal, duas poltronas a frente da minha. Fixei meu olhar no cabelo de uma delas e voltei a viajar, tentando imaginar Bach tocando uma peça num cravo ou algo assim. Como era dificil, porque apesar de conhecer o rosto dele de pinturas eu simplesmente não conseguia imaginar aqueles dedos gordos como salsichas correndo pelo instrumento com velocidade e precisão incomparáveis, de modo que nem se visse direito o que estava sendo feito. Alias, como eram estranhas aquelas perucas brancas que se usavam. Poxa, não seria mais fácil se...
-Tá olhando o que?
A voz desafiadora me despertou do transe de pensamentos infundados. Vi que quem tinha falado isso era o careca, que olhava fixamente (apesar dos óculos) para o namorado da menina bonitinha.
-Que o que?, respondeu o garoto. Apesar da estranheza de sua frase eu não consegui rir, já que estava tentando prestar atenção na discussão.
-Fica te achando malandro com esse cabelinho ai, disse o careca.
-E tu com isso?, disse o garoto, enquanto apontava para a cabeça de ovo do outro.
A namorada não falava nada, talvez pensando como o namorado era idiota por discutir com um careca no ônibus. Ou o estava achando o máximo.
-A gente não precisa aturar essa tua falta de educação!
O careca tentou voltar a ler, mas o garoto deu uma risadinha sarcástica que óbviamente o irritou. Fechou o livro e o botou na poltrona ao lado (pobre Montaigne, trocado por uma briga). O que um cara daquele tamanho queria com um pirralho daqueles? Era provavelmente o meu pensamento e o do resto dos passageiros. A tensão aumentava e o careca bufava. Por um momento a maldita invenção de Bach saiu da minha cabeça. Aquela cena era muito mais divertida.
O ônibus pareceu voltar ao normal aos poucos. Quando todos pensavam que a confusão tinha acabado, o homem se jogou para cima do garoto, derrubando o livro no chão. Ignorando a menina que finalmente começava a reagir com gritos de "para! Para com isso!", o careca desferia socos por ai, tentando acertar a cara dele. Rapidamente o cobrador segurou o homem pelos braços, jogando-o novamente para sua poltrona. Arrumou a sua camisa e só disse "a gente vai descer junto, só espera".
Minha parada era a próxima. Desci e comecei a caminhar de volta para a casa. Na minha mente um único pensamento: como eu ia fazer para tocar a maldita invenção de Bach?
Baseada em fatos verídicos... Pelo menos até uma parte.


Ouvindo Mudhoney-Touch Me I'm Sick

domingo, 27 de junho de 2010

Pensamentos... uma pilha deles

Ai ai, pensar demais não é a melhor coisa que existe, mas o mundo ao redor de nós nos obriga a isso. Não, não vou falar sobre a fome na África ou sobre a corrupção no país, são assuntos bem mais importantes e relevantes (será?). Pensei em tantas coisas esses últimos tempos que decidi fazer uma pequena compilação desses pensamentos aqui nesse post. Muitas coisas vocês nem vão entender, mas dane-se. No fim acho que será apenas um grande desabafo (isso esta quase virando um diário... droga).
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Conheço muita gente que está servindo no exército. Eu, ainda bem, não tive que servir, não só pelo cabelo, mas porque aquilo aliena a criatura. Sério mesmo, todas as pessoas com quem conversei até hoje e que estão servindo só falam disso. Só. Eu sei que isso toma muito tempo e tal, mas calma né? Tudo que é falado elas relacionam com exército. Pior é quando tentam ensinar algo do quartel para as pessoas "normais".
Mas tudo bem, eu até gosto de falar sobre, sempre dá assunto pra conversa (não sou muito bom em começar uma interessante, portanto, se vierem falar comigo, puxem vocês o assunto).
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Viver do passado é uma droga. Viver do passado dos outros é pior ainda, porém é bem mais interessante. E muitas vezes constrangedor.
Eu poderia ficar horas e horas dissecando as coisas que as pessoas fizeram, vendo como mudaram e porque. O grande problema da internet é que podemos tirar conclusões meio erradas das coisas, mas isso acontece o tempo inteiro. Fazer o que.
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Meu deus! Será que sou apenas mais uma memória na mente de alguém? Ou será que nem isso? Não sei explicar isso direito, mas eu gosto de fazer diferença na vida das pessoas, de preferência de uma maneira positiva, mas nem sempre dá certo, e na maioria das vezes a culpa é minha mesmo. To virando emo.
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Hum...
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Impressionante como pessoas diferentes se atraem. Isso é MUITO interessante. Não quero pessoas iguais a mim por perto, na minha vida já basta eu!
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Gostaria de ler a mente das pessoas.
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Começo a me arrepender amargamente de coisas que fiz (e eu achando que só me arrependia do que não tinha feito), porque, afinal de contas, ações aleatórias as vezes causam desconfiança.
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Lálálá.
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Porra, eu quero a merda da minha banda ensaiando novamente!!!
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Merda de post, um dia irei me arrepender dele, certamente. Mas enfim, guardarei para posteridade.
Outro dia posto mais pensamentos. Isso é terapêutico.
Até mais.
Ouvindo 4 Non Blondes-What's Up